Fable 5.1 contra GPT Astra no desafio do Mira Sequence
Essa semana foi uma verdadeira briga entre as grandes empresas de IA generativa: OpenAI, Anthropic e Google, cada uma lançando o seu modelo mais novo.
E eu vou te falar a verdade, meus alunos adoram quando eu digo essa frase: eu estou torcendo pela briga.
Apresentação de benchmark todo mundo já fez, então eu não preciso fazer outra. Em vez disso, eu peguei os dois modelos mais fortes e botei um contra o outro num teste prático com o Mira Animator: Fable 5.1 no esforço máximo, dentro do Claude Code, e GPT Astra no máximo, dentro do Codex.
O que é o Mira Sequence
É o comando que eu queria te mostrar, e ele é muito legal. Ele faz uma sequência de cenas, dando mais fluidez à sua animação: você controla o avanço e cada slide continua de onde o anterior parou.
O segredo é pedir explicitamente que o último frame de uma cena seja copiado para o início da cena seguinte. Aí o corte fica seco, a bolinha atravessa sem pular e sem piscar.
Tem também o mira-sequence-director, que pega o seu roteiro e transforma em cenas, escrevendo o que deve acontecer em cada uma. Foi assim que eu fiz aquele vídeo em que expliquei a importância da GPU.
O teste
No VS Code, com as duas extensões abertas e logadas em duas contas, eu criei o deck:
/mira-new cria o deck chamado mira-sequence
Depois coloquei na pasta de referências o mesmo prompt para os dois:
Chame o mira-sequence-director e crie uma sequência de cenas para explicar como funcionam os novos /mira-sequence e /mira-sequence-director do framework Mira Animator. Lembre-se de solicitar explicitamente, durante a execução do mira-sequence, a cópia do último frame de uma cena para o início da cena seguinte, garantindo fluidez e continuidade das animações.
A única diferença é que o Claude Code gerava o cloud.html e o Codex gerava o codex.html. Deixei os dois trabalhando em paralelo.
O resultado do Claude Code
A metáfora que ele escolheu foi uma bolinha descendo por rampas. Cada seta para baixo desenha a próxima rampa levando em conta o slide anterior, e a bolinha atravessa sem pular e sem piscar. Corte absolutamente seco, que é exatamente o que o Mira Sequence promete.
Testei também o caminho inverso, com a seta para cima, e a cena volta. Funciona, com um glitchzinho na transição.
Eu gostei bastante da ideia. Aquela bolinha descendo comunica a noção de sequência melhor do que qualquer texto. E olha, isso é importante: no Mira, metáforas inteligentes responsivas e animadas, a metáfora é que tem que explicar a ideia, não o texto do lado.
O resultado do Codex
Ele criou um deck separado, não sei bem por quê, mas tudo bem. A metáfora foi uma casa sendo desenhada cena após cena, com a caneta continuando o traço de onde parou.
A primeira tela veio com informação demais e sem título. Aí eu dei uma chance para ele, com um prompt curtinho:
Menos texto e mais animação. Crie um slide de título e reduza a quantidade de texto nos slides.
Ficou bem melhor. E aqui está a força dele: o acabamento. O desenho do GPT é bonito demais, detalhado, e prende o olho. O loop interno também está lá, o slide nunca fica totalmente parado, como manda o Mira.
O veredito
Para mim, deu empate técnico.
O Fable 5.1 entendeu melhor o que eu queria de primeira, incluindo a necessidade do slide de título, e a metáfora dele ficou mais inteligente. O Codex precisou de um prompt a mais, mas o acabamento de design dele é muito lindo, sério.
Talvez o meu prompt tenha sido pequeno e direto demais para o Codex. Os dois trabalham muito bem com o Mira, e parte do mérito é da construção interna do framework, que faz os harnesses entregarem slide de qualidade sem você ser designer.
Agora é com você testar. Se quiser aprender o Mira com as aulas, o livro está em physia.com.br/mira.