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Quanto cobrar por software? Sete agentes fazem a conta

18 de outubro de 2026 · 5 min de leitura

Os agentes de codificação possibilitaram criar software como nunca. Hoje qualquer pessoa constrói um sistema, nem que seja simples. Mas eu tenho certeza absoluta de que você tem uma dúvida: quanto é que eu cobro pelo meu software? E tem uma segunda pergunta escondida aí: eu vendo, alugo ou coloco numa loja de aplicativos?

Todo mundo já esbarrou nisso. Cobrou barato e se matou de trabalhar, ou cobrou caro e perdeu o cliente. Hoje eu te mostro um time de sete agentes do Reversa que faz essas duas perguntas por você.

Duas coisas que o pessoal confunde

Antes de tudo, separa duas situações. A primeira é precificar um serviço: alguém te pediu para construir ou evoluir um software. Você cobra por hora, mais imposto, mais margem? A segunda é precificar um produto: um software que você construiu e quer vender para quem quiser usar. Aí a pergunta muda completamente. Quanto cobrar por licença ou assinatura por mês? E entra custo de servidor, comissão da loja, quantos clientes você precisa.

A maioria das ferramentas só te ajuda a construir. O time de precificação do Reversa trata das duas situações, e começa pela pergunta fundamental: como você quer ganhar dinheiro com isso?

Os sete agentes

Com o Reversa instalado e o projeto já analisado, você chama /reversa-pricing. É o orquestrador. Ele não calcula nada: olha o que já existe no projeto, descobre onde você parou e coordena o processo. Fechou o terminal, desligou o computador? Chama de novo e ele retoma do ponto exato, igual ao Reversa principal.

O advisor é, para mim, o mais importante. Ele faz seis perguntas, uma de cada vez, em linguagem simples: que tipo de software é esse? Foi sob encomenda ou é para muita gente? Quem paga, pessoa ou empresa? Quem mantém rodando? Tem custo mensal de servidor? Você prefere renda recorrente ou pagamento único? Com as respostas ele aplica regras fixas, não opinião, e te mostra cinco jeitos de vender, cada um com nota de viabilidade, motivo e riscos: serviço sob medida, licença, aluguel por período, assinatura e loja de aplicativos. E ele pode recomendar mais de um. Se o seu app pode ir para a loja e também ser vendido por assinatura direta, ele mostra as duas e você escolhe quais precificar.

O profile registra como você cobra: se vende para o Brasil ou para fora, moeda, senioridade, taxa por hora, margem, regime de imposto. E aqui o Reversa separa dois públicos. Quem é experiente já sabe o próprio preço. Mas quem está começando e nunca cobrou nada, como vai saber quanto vale a hora de trabalho?

Para esse entra o research, o único do time que vai à internet. Ele procura a taxa por hora para a sua experiência, primeiro na sua cidade, depois no estado ou num país que você definir. Volta com uma faixa entre mínimo e máximo, a mediana, fonte, data e nível de confiança. Ele nunca grava nada sozinho: você vê a faixa, confirma e diz o valor que quer usar. Tudo que entra no perfil fica marcado com a origem, digitado por você, pesquisado ou padrão. Lá na frente, a estimativa avisa de onde veio cada número, para você revisar antes de mandar a proposta. E o Reversa escreve o PDF da proposta.

Se você escolheu produto

Entra o product, e eu quero que você preste atenção no que ele não faz. Ele não prevê quantos clientes você vai ter. Qualquer ferramenta que te disser "você vai ter mil assinantes" está chutando e mentindo. O product faz o contrário: pergunta quanto custa manter o software rodando por mês, quanto você quer ganhar por mês, quanto investiu e em quantos meses quer recuperar. Depois monta uma escala de três a cinco preços, que podem vir de produtos parecidos com o seu ou de valores que você mesmo sugere. E responde a pergunta certa: para cada preço, quantos pagantes cobrem o custo? Quantos eu preciso para bater a meta? Se for loja de aplicativos, ele desconta a comissão da loja, que vem de uma tabela com fonte oficial e data, nunca de memória.

Se você escolheu serviço

Aí a trilha é outra: size e estimate. Os dois trabalham por feature e leem o planejamento que o ciclo forward do Reversa gerou: requisitos, plano, tarefas. Eles não leem código. O que precisam para precificar é a estrutura da feature. E isso é legal por um motivo: você consegue gerar um preço antes de escrever uma linha de código.

O size conta tarefas, dúvidas e profundidade do plano e classifica a feature em tamanho, tipo camiseta, P, M, G, XG, com ajuste de risco. É determinístico: a mesma entrada dá sempre a mesma saída. O estimate cruza isso com o seu perfil e entrega três cenários, nunca um número só. Esforço, que é hora vezes taxa, mais imposto e margem. Valor, de 10 a 30% do que a feature vai gerar para o cliente no ano. E mercado, a taxa de referência do seu país e da sua experiência. A regra de leitura é tranquila: se o cliente tem retorno claro, o cenário valor manda e o esforço é o mínimo. Se não tem, o esforço é o piso e o mercado é a referência.

Os limites, com honestidade

Isso não é consultoria financeira. O imposto é uma reserva aproximada, quem valida é o contador. A tabela de mercado é estática e a pesquisa depende de fonte pública, por isso cada número vem com fonte, data e confiança. O retorno que o cliente declara não é validado. E a calculadora de produto não modela cancelamento, conversão nem taxa de pagamento.

O que o time faz é tirar o chute vazio da conversa. Em vez de "acho que vale dez mil", você diz "dez mil, e com tantos clientes eu cubro o custo". A decisão continua sendo sua.

Resumindo: o advisor decide como vai ser vendido, o profile registra como você cobra, o research pesquisa o que você não sabe, o product diz quantos clientes o preço exige, e size e estimate precificam cada feature em três cenários. Tudo num comando só, e o resto é conversa.

O Reversa é open source e está no npm, o link está na descrição do vídeo. Se você quer entender o framework inteiro, do legado à feature nova, começa pelo livro do Reversa. E me conta nos comentários: você vende, aluga ou põe o seu software em assinatura?